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2009/06/11

Bicicletas a mais ou espaço a menos?

Andei a fazer umas arrumações na marquise do quarto. Tinha lá a bicicleta "grande" e a Mobiky Genius (uma vez que actualmente são as menos utilizadas) e a bicicleta elétrica estava no escritório, uma vez que (apesar de ultimamente ter-me andado a portar mal e ter ido mais de carro) é aquela que uso mais.

No entanto, a estética do escritório perdia bastante com aquela bicicleta lá, já para não falar que a Rita deve querer ser mecânica de bicicletas quando fôr grande e se fartava de tentar mexer na corrente.

Conclusão, tive de arranjar maneira de colocar as 3 bicicletas na marquise, mas ter a possibilidade de as tirar rapidamente de lá (não quero estar a perder 5 minutos a tirar uma bicicleta de manhã e atrasar-me para o trabalho).

O resultado final foi este: Ficou-se praticamente com o mesmo espaço que tinhamos e é fácil tirar 2 das 3 bicicletas.

De qualquer maneira, sabem-me dizer de outras maneiras boas de arrumar bicicletas em espaços pequenos e que seja fácil e rápido tirá-las de lá?

2009/03/21

Eu estou a tentar levar o Markl



O humorista Nuno Markl associou-se ao site http://www.energiapositiva.pt/ e está a tentar arranjar uma boleia do Cais do Sodré para a Antena3 no próximo dia 8/Abril/2009.

Eu estou a ver se ganho o concurso para lhe dar boleia de bicicleta, quer seja emprestando uma e indo ao lado dele com outra, ou dando-lhe boleia no suporte traseiro da bicicleta (com umas almofadas ou outra coisa fofa).

Se têm a possibilidade de lhe dar boleia nesse dia e nesse percurso, vão ao site http://quemlevaomarkl.blogs.sapo.pt/ e sigam as instruções.

Boa sorte!

2009/03/20

Estacionamentos

Onde estaciona você o seu meio de transporte (se não usar transportes públicos)?

Num parque público?
Num parque privado?
Em cima do passeio?
Em lugares de estacionamento proibido?
Atrás da vossa secretária, como eu?

2009/03/18

De volta aos posts e às pedaladas

Pois... podia inventar aqui qualquer coisa, como "estou envolvido num projecto que me toma muito tempo" ou um "estive de férias num sítio paradisíaco e sem acesso à net" ou ainda "como isto não dá dinheiro, também não me apetece investir tempo", para justificar esta ausência prolongada de 1 mês e picos.

Mas a verdade é uma e só uma: não tive ideias de posts e também tive alguma preguiça (sim, eu sei que assim passam a duas verdades, mas vocês perceberam a intenção).

Mudando de assunto e passando para a segunda parte do post: Voltei a pegar na bicicleta eléctrica. Depois de ter deixado de fazer o meu percurso Casa->Trabalho->Casa com ela quando começaram as chuvas, comecei a habituar-me a ir de carro (ainda por cima encontrei uns atalhos em que raramente encontro trânsito). Nada como um acidente com o carro, que o obrigue a passar um tempo na oficina, para retomar velhos e BONS hábitos.

Entretanto, já cheguei aos 710Km nesta bicicleta. Já dava para ir de Cevide (Povoação mais a norte de Portugal) até à Fortaleza de Sagres (681Km) e ainda sobravam uns 30Km para algum desvio que quisesse fazer. Vejam aqui esse percurso.

Por agora ficamos por aqui. Não quero esgotar logo todas as ideias para depois ficar mais 1 mês sem escrever nada.

2009/01/17

Quero isto a ser produzido e vendido, JÁ!

Graças à partilha de um artigo do Boing Boing pelo redtuxer fiquei a conhecer o LightLane. E o que é o LightLane, perguntam vocês? É um produto que neste momento ainda não existe (espero que alguém pegue nesta ideia e se proponha a produzi-la) e que através de um laser, desenha uma "ciclovia" à volta da bicicleta

Não, não quero com isto reacender a discussão entre apoiantes e detractores das ciclovias, mas sim mostrar um produto que me parece que tem potencial (se não desatarem a vender isto por um preço exorbitante)!

2008/08/15

Já passei os 400Km na bicicleta elétrica



O que representa este número (408,98Km):
  1. 40 viagens Casa->Trabalho (ou Trabalho->Casa);
  2. 20 dias úteis a ir de bicicleta para o trabalho;
  3. 40,08€ poupados;
  4. Bronze à camionista (sem ofensa, mas é aquilo que sempre lhe ouvi chamar).

Cops On Bikes @ Av. Brasil, Lisboa

Estava no outro dia a sair do trabalho para ir almoçar e que vi eu no cruzamento da Avenida do Brasil com a Avenida de Roma?



Sim, ali no canto inferior direito. Estão 2 polícias a fazer o patrulhamento em bicicleta.

Pontos negativos:
  1. Aqueles carros que estão no canto inferior esquerdo estavam claramente a violar a imposição do sinal de "Estacionamento e Paragem proibidos" e lá continuaram incólumes;
  2. Os senhores agentes estavam a andar de bicicleta no passeio sem necessidade nenhuma e violando as regras do código da estrada (se alguma vez tiver de me desviar para o passeio e me quiserem multar, acho que vou usar esta foto).
Pontos positivos:
  1. É sempre bom ver alguém a andar de bicicleta na cidade. Se o exemplo começar a vir de cima e das forças da autoridade, mais pessoas vão começar a andar de bicicleta também;
  2. Poupa-se em gastos de combustível, que por sua vez poupa dinheiro aos contribuintes;
  3. Poupa-se o ambiente.
No geral acho que os pontos positivos superam os negativos. Mas se puderem corrigir aquilo que apontei, ainda será melhor.

2008/06/04

A beleza está na simplicidade

Sábado fui passear de bicicleta com o meu filho. Como o petiz ainda só tem 3 anos, veio sentado numa cadeira acoplada ao meu veículo de duas rodas.

Todas as pessoas pelas quais passámos esboçavam sorrisos e inclusivé exclamavam: "Olha lá que giro!" - referindo-se ao quadro que nós representávamos.

O que me fez pensar: Porque é que é muito mais giro ver um pai e um filho a andar de bicicleta (pai à frente e filho na cadeira atrás), do que ver os dois a andar de carro (novamente com o pai à frente e o filho atrás na cadeira)?

2008/05/20

Novo veículo

Fiz uma nova aquisição: Uma bicicleta com motor elétrico!

Já fiz 83,4Km com ela (equivale 8 viagens casa-trabalho, uma vez que moro a cerca de 10Km do sítio onde trabalho) e posso-vos dizer que é MUITO melhor pedalar com a ajuda do motor do que ter de fazer o esforço todo sozinho.

Desvantagens:
1. Sendo uma bicicleta elétrica, com componentes elétricos, o fabricante desaconselha o uso dela à chuva. Nos últimos dias tenho-me tramado com isso.
2. Com a bateria e o motor, é mais pesada que uma bicicleta sem esses componentes. Se por acaso acaba a bateria tem-se de fazer mais força no pedal.

Vantagens:
1. A viagem casa-trabalho feita de carro (com algum trânsito) demora cerca de meia hora. a mesma viagem feita com esta bicicleta demora também meia hora. Estou mesmo no limiar da vantagem da bicicleta sobre o carro.
2. Em matéria de economia vou fazer umas contas simples:
Um carro a gasóleo (falo do meu caso) consome cerca de 7 litros a cada 100Km.
O gasóleo está actualmente a 1,4€ ao litro.
Gasta-se portanto 9,8€ por cada 100Km (ou 0,098€/Km)
A bateria da minha bicicleta cada vez que a carrego tem autonomia para 30Km.
É também garantido que a bateria aguenta 1000 recargas.
Consigo portanto fazer 30000Km sem ter de mudar a bateria à bicicleta.
30000Km * 0,098€/Km=2940€ que vou poupar até que tenha de comprar uma bateria nova.
(é óbvio que faltam alguns factores, como a revisão do carro ou o valor da electricidade gasta para carregar a bateria, mas isso fica para outro post)

Chega de contas por agora. Noutro post meto-vos mais números, como por exemplo: quanto tempo demorarei a fazer esses 30000Km ou quanto poupo por ano.

P.S. Uma curiosidade: Em 4 dias de ida para o trabalho de bicicleta já poupei 8,134€ :D

2008/04/01

Massa Crítica/Bicicletada de Lisboa em 2008/03/28

Na passada sexta-feira foi dia de Bicicletada em todo o mundo e Lisboa não foi excepção. O que é a Bicicletada? Vou-me socorrer da definição existente no site http://www.MassaCriticaPT.net/:
«Uma Massa Crí­tica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em transportes não poluentes. Realiza-se sempre na última sexta-feira de cada mês às 18h00, partindo de um local pré-determinado. As MC também são conhecidas nos países lusófonos como bicicletadas porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta.»

Desta vez o percurso dos cerca de 22 participantes foi o seguinte: Marquês do Pombal, Rato, Jardim da Estrela, Assembleia da República, Santos, Alcântara, Cordoaria Nacional. Podem ver o percurso neste link: Bikely

Pontos interessantes/bons da Bicicletada:
- Cumprimos o código da estrada e mantivemo-nos sempre numa só faixa. Pelo menos para mim isso é importante. A estrada é de todos e apesar de alguns condutores acharem que a estrada é só para eles, não quero agir da mesma maneira. É um pouco como dizia o outro: "Não faças aos outros o que não queres que façam a ti!"
- Muitos condutores incentivavam-nos a continuar com as suas buzinas. Chegou mesmo a haver um carro que parou, os seus dois ocupantes sairam lá de dentro e começaram a aplaudir-nos.

Pontos menos bons:
- O percurso foi se calhar um pouco longo. Claro que para mim aos 7,6Km da Bicicletada ainda tive de adicionar os 6 e qualquer coisa do regresso ao Rossio. Mais os 4Km não habituais de ir do trabalho ao Marquês, dão cerca de 18Km. Nas minhas rodinhas pequenas, cansam um bocadito.

Um dos participantes, o Alexandre Páris, tirou uma data de fotos, entre as quais uma que gosto muito:


Para verem mais fotos tiradas pelo Alexandre durante a Bicicletada, carreguem aqui.

Sim, é a minha Mobiky Genius. Estou ajoelhado a colocar-lhe um autocolante com os dizeres "Um Carro A Menos". Curiosamente na mesma foto, à direita, estão os meus dois companheiros (Canelas e Ágata) de regresso da Bicicletada. Voltámos da Cordoaria Nacional até à estação do Rossio para apanhar o comboio de volta para casa.

2008/03/06

Austin Miller (1992/04/30 - 2008/02/11)

Esta mensagem é dedicada à memória de um rapaz de 15 anos chamado Austin Miller. Este rapaz de Beaverton (EUA), foi atropelado por um autocarro que ao fazer-se à sua paragem não se apercebeu da presença do miúdo. Apesar de triste, esta notícia não seria nada de mais, não fosse o caso do Austin ter escrito cerca de um ano antes um artigo para o jornal da sua escola chamado: "Por favor, não me atropele".

O link para a notícia e para o artigo escrito por ele estão em inglês. Se por acaso tiverem dificuldades em ler nesta língua, avisem que eu traduzo os mesmos.

2008/02/21

No domingo passado (parte 2: o pós-desistência do passeio)...

[Continuação do anterior "episódio"]

Ora, ao ver grande parte do pessoal a ir efectivamente percorrer os 20Kms do passeio-manif, comecei a pensar: "É pá, eu até queria ir já com a malta, mas o Pedro ainda não chegou e eu até combinei com ele que esperava aqui! Caraças Pedro, só por tua causa é que não vou agora andar 20Kms à chuva, com roupa normal de "andar a pé" (já estou tão habituado a andar vestido "normalmente", ou seja, sem licras e aquelas cenas de ciclista em cima da Mobiky, que nem me lembrei de vestir qualquer coisa mais molhável para o passeio)."

Ora, uma vez que já desmobilizou toda a gente para o passeio-manif (tirando aqueles 3 que foram ali para uma prova de vinhos numa das arcadas laterais da praça), o que é que eu posso fazer enquanto que o Pedro não chega? Ah... o que é aquilo? Umas banquinhas com cenas a vender debaixo das arcadas... bute lá. Enquanto que passava os olhos por umas dessas lojas improvisadas, o Pedro acabou por chegar (molhado, com uma amolgadela no joelho e com algum frio) e, já que não íamos ao passeio, sugeriu irmos para um café qualquer ali perto, para comer uma torrada e beber qualquer coisa.

Assim fizemos. Meus amigos, se quiserem tomar qualquer coisa a um domingo de manhã, podem esquecer o Terreiro do Paço. Tivemos de subir a Rua Augusta e só quase no Rossio é que começámos a encontrar cafés abertos. Aqui nesta foto, íamos a meio da rua quando tive de atender um telefonema. Podem aproveitar e ver a diferença entre a minha linda Mobiky e a MTB do Pedro. A diferença das rodas é abismal, não é? Mas olhem que a Mobiky a fazer drifts na calçada molhada e lisinha não se fica atrás! :D

Lá chegámos então à esplanada coberta (sim, porque continuava a chover), pedimos a torrada e o galão, enquanto que as nossas montadas descansavam perto, como podem ver na foto ao lado. Uma coisa curiosa que aconteceu foi que os vários pedintes que nos abordaram a pedir uma esmola, todos eles nos falaram em inglês. Mas a outras pessoas que estavam perto de nós, falavam em português. Ora, como nem eu, nem o Pedro temos cara de estrangeiros, a minha conclusão é que na cabeça daquelas pessoas, qualquer pessoa que ande a passear na baixa, de bicicleta, num dia de chuva, não pode ser português.

Como o post já vai longo, deixem-me terminar dizendo que para regressar a casa decidi ir ver a estação de metro do Terreiro do Paço, onde apanhei o metro (parece óbvio que numa estação de metro só se consiga apanhar o metro, mas apeteceu-me meter algo redundante aqui) até à estação que liga com a do comboio do Rossio, onde ainda tive tempo para tirar uma última fotografia da Mobiky juntamente com uma velha locomotiva que estava lá em exposição.

Peço desculpa pelo tamanho dos posts, mas já não serão os primeiros a dizerem que sou muito chato a contar histórias. Join the club... or the line...

2008/02/20

No domingo passado (parte 1: o pré-passeio)...

No domingo passado decorreu um passeio-manif por maior respeito pelos ciclistas na estrada. Pensei em participar levando o Tiago na sua cadeira de bicicleta, mas como vão ver mais à frente, isso acabou por não se concretizar. O meu amigo Pedro Fonseca ficou sem companhia para percorrer os seus habituais trilhos domingueiros de BTT, pelo que o desafiei a vir participar nesse passeio.

O tempo não estava grande espingarda, mas mesmo assim confirmámos o encontro no Terreiro do Paço. Uma vez que a ameaça de chuva estava a ter grande probabilidade de passar de ameaça a concretização, decidi deixar o Tiago em casa (ainda bem que não lhe disse nada sobre o passeio, senão já imagino a sessão de choro que teria de enfrentar por não o levar a andar de bicicleta depois de prometer isso).

Como para deixar o pequenito em casa, tive de enfrentar umas quantas questões de logística (como deixar a sopa a fazer, para a mamã não ter de ter esse trabalho), acabei por sair mais tarde de casa. Ora, tendo pouco tempo para chegar ao Terreiro do Paço, o que é que o Zé decide? Bora lá abusar da intermodalidade: Mobiky+Comboio! O túnel do Rossio até tinha sido reaberto no dia anterior, portanto, não havia método mais rápido para chegar ao local do encontro.

Ao chegar ao Terreiro do Paço, já algumas gotas começavam a cair, mas mesmo assim ainda estavam cerca de 20 a 30 ciclistas lá no meio da praça. Juntei-me a eles, e a chuva também se juntou a nós. Enquanto que o Zé saca do guarda-chuva e se abriga, juntamente com 1 companheiro de anteriores bicicletadas e o homem dos 100 dias de bicicleta em Lisboa, o polícia responsável pela escolta começa a dizer que está na hora, que se for para sair é agora, ao mesmo tempo que as gotas começam a engrossar. Esta foi então a parte em que se separou o trigo do joio, os corajosos dos cobardes, os que não tiveram medo de se molhar e as pessoas como eu! :D

Como este post já vai longo, vou dividir a história em duas partes: A parte 1 é esta que fala do pré-passeio, a parte 2 falará do pós-desistência do passeio.

2008/01/30

Nova série de posts...


Nova série de posts...
Originally uploaded by zematos

A minha Mobiky Genius e o meu outro meio de transporte. Vou começar a usar o Lifeblog para ir colocando algumas fotos da minha vidinha diária no blog.

Nesta foto podem ver os meus 2 habituais meios de transporte para o trabalho.

Aquela garrafa à frente não é a água para eu beber, mas sim o depósito de ar comprimido que fornece o power para a minha Airzound: 115dB de puro som! :D

2008/01/25

Pisca (se preferir: Indicador luminoso de mudança de direcção) para ciclistas

Apresento-vos o Safeturn. Um dispositivo luminoso que quando levantam a vossa mão para indicar uma mudança de direcção, começa a piscar e quando baixam, pára.

Vídeo:



Link para a página: http://www.safeturn.com/

Para encomendarem online (19.95 Dólares Australianos): http://www.safeturn.com/order.html

Bicicleta totalmente feita em madeira

Um estudante de 16 anos chamado Marco Facciola decidiu construir uma bicicleta feita 100% em madeira para uma disciplina da escola.

Aqui está o produto final:


Assim de repente só me estou a lembrar que é capaz de fazer doer um bocado andar nesta bicicleta numa rua de calçada portuguesa.

O link para a página onde o miúdo explica algumas partes da concepção da bicicleta: leevalley.com

2008/01/23

Acidente potencial sobre duas rodas...

Se tem vontade de reviver os seus momentos de infância em que a probabilidade de cair de cima da sua montada de pedais era muito maior que fazer dois números e uma estrela no euromilhões, então tente comer e beber enquanto pedala.

Se quiser uma ajuda para fazer isso, então veja este produto:



Página do produto: hfg produkt-design

2008/01/19

Espaço ocupado por carros e autocarros

2008/01/12

Peço desde já desculpa pelo tamanho do post, mas empolguei-me... :)

Ontem de manhã ao ir para o emprego, como já estava atrasado, em vez de ir de (bicicleta dobrável+comboio) fui de táxi.

Ao entrar na Avenida Lusíada, junto ao Estádio da Luz, deparámo-nos (eu e o motorista) com a Avenida completamente parada. Para terem uma ideia do que é que estou a falar, desde o ponto onde entrámos até aos semáforos antes do Hospital de Santa Maria são 3 faixas que se estendem por cerca de 1370 metros. Além disso posso dizer que estava completamente parada, porque tirando uma pequena curva inicial o resto da Avenida é uma grande descida terminando numa pequena subida, facto esse que nos permite vê-la em toda a sua extensão até aos tais semáforos antes do Hospital.

Durante a nossa penosa travessia (devemos ter demorado meia hora só para fazer esse pedacinho) começámos a reparar que em cada carro só ia uma pessoa. E quanto mais olhávamos mais nos convenciamos dessa estatística. Não vimos NENHUM carro que levasse mais de 1 pessoa. Isso fez-me lembrar de uma imagem que comparava o espaço ocupado pelo mesmo número de pessoas de bicicleta, de autocarro e de carro:


Lembrei-me então de fazer uns cálculos:
3 faixas * 1370 metros = 4110 metros em linha recta
Tendo um carro em média 4 metros então:
4110 / 4 = 1027,5 carros (arredondemos para 1028 carros)
Vou ser bonzinho e até vou dizer que em média iam 1,5 pessoas por carro:
1028 carros * 1,5 pessoas = 1542 pessoas no total
Fui pesquisar tamanhos normais de autocarro e descobri o seguinte: Um autocarro (sem ser dos articulados) tem em média 11 metros e leva 90 passageiros. Tendo isso em conta vamos lá a ver quanto espaço ocupariam as mesmas pessoas dentro destes autocarros:
1542 pessoas / 90 lugares = 17,13 autocarros (arredondemos para 18)
18 autocarros * 11 metros = 198 metros em linha recta
198 metros / 3 faixas = 66 metros

Na imagem abaixo a linha branca representa a distância ocupada pelos carros e a linha amarela representa a distância que 18 autocarros ocupariam com a mesma quantidade de pessoas:


Engraçado, não é?